Ações Públicas em prol do Turismo e do Estímulo Econômico Local geram polêmica em Ouro Fino
Publicado em 10/08/2015
 
Pois é, é
isso mesmo! Em nossa cidade, até projetos voltados ao estímulo econômico local
e ao nosso turismo são motivos de polêmica. O que não é totalmente negativo,
pois significa que nossa sociedade está sempre atenta as ações do governo
local.

A grande
movimentação gerada com as anunciadas obras de monumentos que serão instaladas
pela cidade; todas com imagens que ludicamente remetem a história cantada na
famosa música “O Menino da Porteira”; geraram grande discussão entre nosso
povo, alguns contrários e muitos a favor.

O que em toda
essa polêmica vivida em nossa cidade nos últimos dias; e é indiscutível; é que
“O Menino da Porteira” é hoje a grande marca de nossa cidade. Somos conhecidos
em qualquer canto desse país por ser a cidade que sedia essa imagem, fruto da
cultura caipira, dos contos e prosas, de origem caipira e rural, enfim, de
nossas origens! Indiscutivelmente essa é nossa maior imagem atualmente, e
também a mais viável para explorarmos a nosso favor! Claro que essas ações,
nunca irão apagar todo o passado de nossa região e de nossa cidade, as
histórias do período do ouro, das rotas do comércio e das tropas, nossa
história política e muito menos do período áureo do café e do leite. Tudo isso
é de nossa história, e todas essas vertentes serão exploradas por nossa cidade em
seu favor em um projeto global e único, com certeza. Mas em etapas que
viabilizem nossa cidade como atrativa, e possamos ir galgando novos passos para
nos consolidarmos nos roteiros de turismo e visitação do Sul de Minas. Hoje já
estamos dentro do Roteiro das Malhas, no roteiro religioso do Caminhos da Fé, e
ainda temos muito para extrair deles. E podemos incrementar e aumentar nossos
atrativos, por que não? Existem projetos interessantíssimos que virão à tona no
momento certo, como por exemplo o “Caminho dos Tropeiros” que remete as rotas
do comércio dos séculos passados carregados de histórias das grandes famílias e
fazendas em nossa região, da cultura da época e até de fatos políticos.
Precisamos reforçar nosso calendário cultural, tendo a cada feriado ou fins de
semanas, eventos que atraiam nossos turistas e visitantes. Como o Festival
Gastronômico de Ouro Fino que sairá do papel em breve, afinal, quer outro
atrativo maior do que a “Comida Mineira? Entre outros eventos que deverão ser
estruturados para completarmos um calendário atrativo para nossa cidade, temos
muitos produtos regionais que precisam ser explorados, temos a já conhecida
“indústria” da malha e crochê, temos uma natureza que impressiona em muitas
regiões de nossa zona rural para exploração em esporte radicais, cavalgadas,
trilhas, lazer e descanso. Temos tudo para alavancar nossa cidade. Há um
cenário ainda não alcançado; mas para isso; precisamos de planejamento,
organização e união de todos esses setores. E iniciar o processo pelas etapas
mais viáveis é o mais sensato, e pelo jeito nosso governo atual foi assertivo em
iniciar por nossa identidade mais pujante.

Então,
vamos fazê-lo! O projeto que está por trás desses monumentos é maior do que
essa polêmica, tem fundamentos, tem lógica, tem raízes e trarão grandes
resultados para nossa economia e para nossa cultura local. Aliás, resultados
que se comparados aos investimentos que serão realizados nesse projeto, terão
breve retorno para nossos cofres municipais. E também para nossos
empreendedores locais. Quando avaliamos os valores dotados em orçamento
destinado a esse projeto relativamente ao orçamento municipal anual (portal
transparência), esse valor se torna ínfimo e irrelevante dentre as estimativas
de resultados que o mesmo pode trazer.

E existe
outro ponto importante, todas essas atividades estão sendo alavancadas pelo
setor público, o que não é comum em tempos de crise. Nossa cidade está
conseguindo executar pois tem fôlego para isso. Mas comumente, essas ações são
encabeçadas pelo setor privado e por entidades do terceiro setor que trabalham
em prol de suas economias locais. Isso sim, é um ponto que precisamos evoluir e
aceitar esse “empurrão” para despertar a união de todos os setores que possam
colher os frutos dessas ações, e semear novas ações para dar sequência ao
trabalho planejado. #ficaadica

O
investimento anunciado na ordem de R$ 200 mil reais, serão destinados ao Projeto
do Departamento de Turismo e Cultura, onde teremos a construção de monumentos
pela cidade, e não só na construção do “Boi sem Coração”, ao contrário do que
muitos têm dito, mas sim de um projeto e um contexto com várias ações e
atividades. Depois ainda teremos previsto os monumentos do “Berrante” e do
“Boiadeiro” até então idealizados, e se Deus quiser mais diversos atrativos
secundários para que nossos visitantes rodem por toda Ouro Fino. Além da
reurbanização dos locais e melhorias da estrutura de receptivo aos nossos
visitantes em todas as áreas focadas nesse projeto, já que agora queremos “laçá-los”
na estrada para dentro da cidade. Isso mesmo, precisamos receber muito bem a
todos, e para isso precisamos de muito preparo em todos os nossos setores
econômicos. Aliás, a boa recepção é mais uma das características que o Mineiro
carrega em sua imagem, a de excelente anfitrião!

O grande
intuito desse projeto inicial é atrair o máximo de visitante que admiram essa
história cantada para dentro de nossa cidade. Em nosso País, é inegável a força
que a cultura popular tem sobre os turistas, que percorrem esse nosso país nas
mais diversas regiões atrás de atividades turísticas. Nossa cidade está apenas
seguindo o óbvio em seus investimentos. Temos o carnaval, os rodeios e suas
atividades paralelas, as peregrinações religiosas, entre outros movimentos que
são de força nacional. E Ouro Fino já se movimentou nessas áreas também. Por
todo o País, também temos eventos regionais de origem rural como as cavalhadas,
as vaquejadas, as cavalgadas, as romarias, as congadas, as comitivas e as
peregrinações que são da cultura caipira e rural, e se espalham por todo o
Brasil. Temos até os Bois Caprichoso e Garantido no Norte do País que são
explorados com magnitude naquela região. Será que eles foram tão criticados no
início de sua exploração a favor de suas cidades? E hoje, merecem seu
reconhecimento? Por mais que as realidades sejam distantes e distintas, o
comparativo é válido sim. Já passamos no passado pela crítica do Monumento ao
Menino da Porteira, aliás em um momento econômico municipal bem distinto e de
maior “sufoco”. Hoje temos orçamento com superávit, e temos tido ações e obras
em todos os setores sociais e estruturais, portanto, não estamos deixando de
executar algo por outro. O Turismo é uma das pastas pilares do município, e
merece recursos alocados como todas os demais. O que vemos são ações em todas
as áreas, e informações de cenários e projetos futuros em planejamento também
em todas as áreas. Portanto, daremos nosso voto de confiança para mais essas
ações. O que nos resta, ao invés de apenas polemizar e criticar, é dar as mãos
e fazer acontecer, pois após essas ações, mais virão. Precisamos aproveitar
esse empurrão do setor público, e fazer acontecer em nossas casas, nossas vidas
e nos setores onde atuamos. Quem depende dos turistas e
visitantes sabem bem do que estamos falando! Para finalizar, vale a famosa
máxima: “A União faz a força!”


Lucas
Azevedo - Ourofinense - Publicação: Jornal Panorâmico Ouro Fino - 08/08/15
 
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