Depois do Boi, vem a Boiada
Publicado em 02/09/2015
 
Depois de semanas de discussões e
polêmicas sobre nosso já consagrado “Boi sem Coração”, agora temos uma nova
polêmica nas pautas das redes sociais, mas agora a polêmica está ligada a
“Boiada” – em referência a instalação de um frigorífico em nossa cidade. Aliás,
para quem gera polêmica em ações públicas para geração de turismo e estímulo
econômico, por que não gerar polêmica contraria também as ações públicas para
trazer uma indústria e empregos para Ouro Fino. Portanto, vamos mais uma vez
evidenciar as informações desse caso, e tentar esclarecer ao máximo os pontos
polemizados.

A negociação para a vinda do
Frigorífico Frigonobre (Matriz Torrinha – SP); que deverá ter como sua
denominação e marca local Frig´Ouro; para nossa cidade já vêm sendo negociado
há mais de dois anos, e a cada etapa envolvida nesse longo processo de “namoro”
entre a indústria e o Município, as informações sempre foram divulgadas em
meios de comunicação pelo empreendedor, poder legislativo e poder executivo
municipal. Sempre informações abertas e disponíveis aos cidadãos que realmente
se interessam pelo Município.

O Frigorífico Frigonobre tem sua
sede instalada na cidade de Torrinha – SP, e em seus planos estratégicos possui
o desejo de atender o mercado do Leste Paulista e Sul de Minas com proximidade,
e até as regiões centrais de Minas Gerais e divisas do Rio de Janeiro. Ouro
Fino atraiu as atenções do empreendedor por possui localização geográfica
estratégica para a logística do negócio a ser implantado, e por estar em um
momento ímpar em sua gestão local, tendo condições de dar total suporte a vinda
de novas empresas para nosso parque local.

A instalação de um frigorífico
para nossa região em particular é muito benvinda para nosso agronegócio, nossas
áreas disponíveis para agropecuária não são em muitos casos aptas para uma
exploração moderna e arrojada com grandes viabilidades econômicas, mas só de
conseguirmos ter uma demanda elevada próxima de nós, já é um ponto favorável e
crucial nesse mercado. Estamos localizados em uma região com topografia
acidentada e com pouquíssimos investimentos nas últimas décadas, ou seja, não
temos tido grandes evoluções nos modelos de produção aplicados na pecuária
local se comparado ao buscado nacionalmente, tanto na pecuária leiteira quanto
de corte. A Vinda para nossa cidade de uma indústria que demande abate de 300
cabeças/dia de bovinos, nos parece muito ambicioso para nossa região, e
positivo. E isso inicialmente previsto, podendo haver expansões futuras. Para
nós, isso representa um novo fôlego para nossa pecuária local e também grandes
desafios para modernizarmos nossa pecuária de corte e adaptarmos a mesma a
nossas condições locais. Esse desafio deve começar desde já, pois precisamos
produzir o máximo possível de cabeças/hectare com a melhor carcaça possível.
Essa pode ser a grande chance que muitos pecuaristas esperavam para voltar a
ter rentabilidade em suas terras, e se manterem satisfeitos nelas. Isso
incluirá uma cultura de tratar suas pastagens como uma cultura agrícola de alta
produção com tratos culturais, fertilização e adubação, combater as pragas e daninhas
com produtos específicos, atualizar os pecuaristas com informações para seleção
genética com cruzamentos aptos a bons resultados em nossa região, difundir as
técnicas de manejo racional e bem-estar animal, executar protocolos sanitários
nas propriedades, entre outros fatores. Essa oportunidade é a “luz no fim do
túnel” para muitos pecuaristas, mas também representa a exigência de um novo ciclo
de profissionalização para nossa pecuária. Não pensem que será fácil; criar
animais e apenas vender; precisaremos ofertar produtos com especificações
mínimas de sanidade e qualidade. #ficaadica

O próprio empreendedor prevê
ações nesse sentido, inclusive já está se mobilizando para aquisição e
estruturação de um projeto de pecuária e confinamento próprio em nossa região,
que auxiliará no abastecimento do frigorífico e servirá de modelo para nossos
pecuaristas. Além de oferecer suporte técnico a campo aos seus parceiros.

Todas as etapas desse projeto vêm
sendo acompanhadas pelos poderes locais, e inclusive com diversas votações e
aprovações para Câmara Municipal de Ouro Fino. Como por exemplo para aprovação
da dotação orçamentária para a Secretária Indústria e Comércio para aquisição
da área para implantação da indústria e posterior doação ao empreendedor e também
de concessão de benefícios fiscais por 10 anos, por exemplo. Todo o processo e
procedimentos foram realizados dentro dos trâmites legais e divulgados
publicamente. Se houvessem procedimentos ilegais não fariam uma divulgação tão
ampla dessas ações, o que contraria totalmente as informações que vêm sendo
difundidas em redes sociais dando a entender que toda essa conquista foi
realizada contrariando a legislação, a gestão transparente e sem fiscalização
dos meios competentes. Mais uma vez, nossa cidade vive a “polêmica dos
desinformados”, resultante da má fé de pessoas que se quer leem ou escutam os
meios de comunicação locais ou que não acompanham de perto as ações de nossos
governantes e vereadores. E olhem que foram assuntos divulgados extensamente há
pelo menos um ano desde o início das tratativas.

Essa história vem de “séculos”
como diriam os mais sábios, quando sempre escutamos a velha frase que o
“Brasileiro paga caro por sua ignorância”. E pessoas assumem essa ignorância
como uma realidade de vida, como pudemos presenciar comentários da vinda de uma
empresa com cadastro sujo nos meios judiciais, a vinda de um “negócio secreto”
para nossa cidade ou feito “por baixo dos panos” sem qualquer transparência, a
vinda de uma empresa poluidora sem procedimentos ambientais dentro das leis, e
até a possível construção de um momento de um boi na cidade para promover o
frigorífico como ferramenta de marketing empresarial indireto (essa foi a mais
triste!). Exemplos de como a ignorância e a má fé, podem gerar polêmicas com
facilidade nos meios de comunicação digital da atualidade, mas ao mesmo tempo podem
gerar uma nova onda de informações corretas e claras sobre determinados
assuntos que até ajudam a promover a transparência das ações envolvidas e até a
educação da população, por que não? Afinal, além de trazer conhecimento sobre
nossa sociedade local, damos exemplos as pessoas do quão é importante ser um
cidadão bem informado e participativo em sua comunidade local. Informação é
tudo, desde que correta e séria. Caso contrário, o estrago pode ser grande,
como acontecem em muitos rincões do Brasil ainda dominados pela “velha
política” ou pelo “poder” onde os boatos e informações caluniosas conduzem a
grande população que não tem educação de qualidade e acesso a informações
claras, e podem ocasionar grandes prejuízos a todos. Mentiras podem até eleger
presidentes de um País quando manobradas sobre uma grande massa humilde das
populações com informações fantasiosas ou infiéis aos fatos. #fato

Se a grande população soubesse
como funcionam os procedimentos para certificações no Ministério da Agricultura
do Brasil – MAPA (rígidos, complexos e burocráticos); por exemplo; já teriam
certeza de que a implantação e licença para um negócio desses, implantado do
zero e com o que há de mais atual nas tecnologias de frigoríficos, jamais seria
irregular e não dariam confiança as informações de má fé. O rigor nos procedimentos,
certificações e operação dos negócios são muito rígidos no Brasil.

E os envolvidos possuem
obrigações pactuadas nesse processo, isso é público! Junto com todas essas
ações do Município, o empreendedor sempre deve ofertar contrapartidas, como por
exemplo concluir a implantação da indústria até 2016 e empregabilidade mínima
de 130 pessoas de nossa comunidade, entre outros fatores que o habilitarão para
receber o pacote de incentivos como divulgados em alguns meios de comunicação
anteriormente.

O local para instalação da
indústria; por exemplo; escolhido, adquirido a preços de mercado e aprovado
pelos orgãos federais. Será uma área de aproximadamente 75.000m2 ás margens da
Rodovia MG-290 (Ouro Fino – Jacutinga) com posição estratégica para sua
logística e operação. Área identificada pelo empreendedor, adquirida e doada ao
mesmo após todos os procedimentos legais e aprovação da Câmara dos Vereadores e
aprovada pelo MAPA/SIF – Serviços de Inspeção Federal. Nessa área teremos
projetado o complexo abate/desossa/resfriamento em um primeiro momento que
atenderá as contratações mínimas de 130 funcionários. E com projeções futuras
para instalações de graxaria, charquearia e indústria de embutidos que poderão empregar
outras 130 pessoas.

As ações de governos Municipais e
Estaduais para atração de novos empreendedores e indústrias é comumente
utilizada em todo o Brasil. As localidades que ofertam o melhor pacote de
benefícios e que se enquadrem melhor nos planos estratégicos dos empreendedores
são as que saem na frente. Portanto saímos na frente em mais um caso, pois em
tempos de crise nacional conquistar a vinda de mais uma indústria para nossa
cidade, com compromissos de geração de empregos e renda, de investimentos
industriais com prazos definidos e ainda projetos de expansão pautados em seus
negócios é realmente uma grande conquista para Ouro Fino. E irá também
facilitar o nosso abastecimento de carnes local, pois nossos açougues hoje
dependem de abater seus animais em outro município por questões sanitárias e
estruturais locais, uma grande conquista para esse mercado local. E olha que
esses serão apenas os impactos diretos do negócio, secundariamente teremos
grandes impactos nas vendas e valorização de terras em nossa região (já em
andamento), aquecimento no mercado de insumos agropecuários e no comércio de
animais (fêmeas e machos), na demanda por profissionais e técnicos no segmento,
na formação de novos profissionais e capacitação de mão de obra, no setor de
transporte agropecuários, entre outros. Além de uma grande injeção de capital
sendo gerada nos demais setores econômicos locais.

Após a chegada do Boi sem Coração
que promete movimentar Ouro Fino, agora nosso povo sentirá a força de uma
Boiada!

Lucas Azevedo - Ourofinense
 
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